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Finanças

Fechamento de caixa no salão: rotina diária, semanal e mensal sem confusão

Saber quanto entrou não é o mesmo que saber quanto sobrou. Monte uma rotina de fechamento de caixa diária, semanal e mensal, com exemplos em reais, e aprenda a separar de vez o dinheiro do salão do seu dinheiro pessoal.

Por Equipe Combina5 min de leituraAtualizado em

O salão estava cheio o mês inteiro, a agenda lotada, a equipe correndo. Mas, na hora de pagar o fornecedor, a conta não fecha. Essa sensação é mais comum do que parece e quase sempre tem a mesma origem: falta de uma rotina de fechamento de caixa.
Fechar o caixa não é só contar o dinheiro da gaveta. É conferir o que entrou por cada forma de pagamento, entender o que vai cair na conta nos próximos dias e, no fim do mês, saber quanto realmente sobrou. Neste artigo, você vai montar essa rotina em três ritmos: diário, semanal e mensal.

Antes de começar: separe o dinheiro do salão do seu

Nenhuma rotina funciona se o caixa do salão paga o mercado de casa. Antes de qualquer planilha, organize três regras:
  • Contas separadas: uma conta bancária para o CNPJ e outra para você. Todo recebimento do salão entra na conta do salão.
  • Pró-labore fixo: defina um valor mensal para a sua retirada e transfira sempre na mesma data. Se sobrar no fim do mês, a sobra é tratada como distribuição de lucro, de forma planejada.
  • Nada de despesa pessoal no caixa: nem o almoço, nem a gasolina do fim de semana. Se acontecer por emergência, registre como retirada.
Essa separação parece burocrática, mas é a única forma de saber se o salão dá lucro ou se é você que está colocando dinheiro nele sem perceber.

Fechamento diário: 15 minutos no fim do expediente

O objetivo do fechamento diário é garantir que tudo o que foi atendido foi cobrado e que o dinheiro físico bate com o registrado.

O passo a passo

  1. Confira se todos os atendimentos do dia estão marcados como pagos.
  2. Some os recebimentos por forma de pagamento: dinheiro, Pix, débito e crédito.
  3. Conte o dinheiro da gaveta e desconte o fundo de troco.
  4. Compare o valor contado com o valor registrado em dinheiro.
  5. Anote qualquer diferença e o motivo, se for possível identificar.
  6. Registre as saídas do dia, como compra de café ou pagamento de um entregador.

Exemplo de um dia

O salão teve R$ 3.480 em atendimentos e vendas:
  • dinheiro: R$ 420
  • Pix: R$ 1.260
  • débito: R$ 640
  • crédito: R$ 1.160
O fundo de troco é de R$ 200. Então, na gaveta, deveria haver R$ 620. Na contagem, havia R$ 600. A diferença de R$ 20 precisa ser anotada. Pode ser um troco errado, um café pago com dinheiro da gaveta ou um serviço registrado com valor diferente. Uma diferença isolada não é grave. Diferenças frequentes indicam um processo que precisa ser corrigido.
Ao final, retire o excedente em dinheiro, mantendo apenas o fundo de troco, e deposite ou guarde em local seguro.

Fechamento semanal: conferir o que caiu na conta

Cartão e Pix não ficam na gaveta, então a conferência acontece no extrato. Uma vez por semana, reserve 30 minutos para:
  • Conciliar o Pix: cada Pix registrado no salão precisa aparecer no extrato bancário.
  • Conciliar os cartões: compare as vendas registradas com o relatório da maquininha.
  • Conferir as taxas: se o crédito da semana somou R$ 6.800 e a taxa média é de 3,2%, por exemplo, devem ter sido descontados cerca de R$ 217,60. Taxas diferentes do contratado acontecem e precisam ser questionadas.
  • Projetar os recebíveis: anote quanto das vendas no crédito ainda vai cair e em que datas.
  • Atualizar as comissões: confira a produção de cada profissional na semana, para não ter surpresas no fechamento do mês.

Fechamento mensal: quanto realmente sobrou

No mês, a pergunta muda de "quanto entrou" para "quanto ficou". Monte um demonstrativo simples, nesta ordem:
  1. Receita de serviços
  2. Receita de produtos
  3. Menos comissões ou cotas-partes dos profissionais
  4. Menos custo dos produtos vendidos
  5. Menos insumos usados nos serviços
  6. Menos taxas de cartão
  7. Menos impostos
  8. Menos custos fixos
  9. Menos pró-labore
  10. Igual a resultado do mês

Exemplo de um mês

  • receita de serviços: R$ 68.000
  • receita de produtos: R$ 6.500
  • comissões e cotas-partes: R$ 27.200
  • custo dos produtos vendidos: R$ 3.400
  • insumos: R$ 5.800
  • taxas de cartão: R$ 1.900
  • impostos: R$ 3.700
  • custos fixos: R$ 21.000
  • pró-labore: R$ 6.000
  • resultado: R$ 5.500, cerca de 7,4% da receita
Um faturamento de R$ 74.500 parece muito dinheiro. Mas o resultado mostra que o salão trabalha com uma margem estreita, e que cada ponto percentual de taxa ou de insumo desperdiçado faz diferença. Os números são de exemplo, mas esse tipo de descoberta é comum na primeira vez que o fechamento é feito com cuidado.

O que fazer com o resultado

  • Reserva: guarde parte do lucro para meses fracos, como janeiro, e para manutenção de equipamentos.
  • Investimento: com reserva formada, invista em algo que aumente a receita, como uma cadeira a mais ou um curso para a equipe.
  • Distribuição: só então retire a sobra como lucro, sem comprometer o caixa do mês seguinte.

Indicadores para acompanhar todo mês

  • faturamento por profissional;
  • ticket médio por atendimento;
  • percentual das comissões sobre a receita;
  • percentual dos insumos sobre a receita de serviços;
  • peso das taxas de cartão;
  • diferenças de caixa acumuladas no mês.
Comparar esses números mês a mês mostra tendências muito antes de elas virarem problema.

Como o Combina ajuda

No Combina, cada pagamento é registrado no atendimento, com a forma de pagamento, e o faturamento e os relatórios são atualizados em tempo real. Isso deixa o fechamento diário muito mais rápido, porque o valor esperado em cada forma de pagamento já está calculado. As comissões são calculadas por profissional, as vendas de produtos ficam ligadas ao controle de estoque e o fechamento mensal parte de números confiáveis.
Para trocar o caderno de caixa por uma rotina simples e organizada, crie sua conta no Combina.

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